Olho para o céu e vejo as estrelas, as nuvens, a lua. Sinto a brisa, o calor do sol, o chão sob meus pés. Penso na vida, no amor, no ontem e no hoje. E enfim tudo vai se embora, ou quase. Cola eterna, carrapicho maléfico, desobediente e maltrapilho.
Então me descontrolo...
Volta a noite, sobe o luar e renasce a flor; tenho esperança! No breu me envolve, seus olhos, seu brilho, seu amor. Fruto inconsciente de um vírus descontente que nunca satisfaz. Quero mais, quero a dor de seu olhar, a maldade de seus lábios, o suor de seu sorriso, eu quero Amor.
Não sou dono de meus dias, não sou pai, não sou filho, não sou nada, sou ator as escondidas da maior peça do mundo.
Finjo com tanta ênfase, choro com tanta dor, preso em meu roteiro.
Amor, amor, amor; palavras mecânicas, inválidas, vazias, sem um coração para senti-las.
Porque esconder se quer que todos saibam, porque morrer se ainda podes viver, porque sofrer se a felicidade está tão perto.
Mate o seu ego, assassine sua vergonha, algeme a sua preguiça e morra para você mesmo.
Viva a sua dor, libere o seu amor, divulgue a sua paz, inaugure um novo eu, esqueça do seu passado o futuro é agora, viva e sinta e tenha. Seja única.
Você é melhor do que todos, mostre ao mundo que você existe e seja simplesmente.
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