quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Soneto das Mágoas

Vejo uma luz no futuro afora.

Esperança e paz, uma nova aurora

Sem sangue nem ódio a ser derramado,

Um mundo novo sendo instaurado.


Um interstício de trégua eu quero

Ouçam Átila, Hitler e Nero

A vida é mais que morte e vingança

O ódio não deixa uma boa lembrança.


Um mar de sangue os séculos moldou.

Fluxo sem fim de mortes desmedidas

Caminha o mundo com suas feridas.


Do nosso passado só o pó restou

Enegrecido ao tempo imponente

De um futuro que jaz reluzente




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